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Resumos, Dicas e Bizus para concursos públicos

Categoria: Português

Letras

Com o novo acordo ortográfico, o alfabeto da língua portuguesa passou a ser formado por 26 letras (entraram as letras k,w, y), cada uma delas com uma forma minúscula e outra maiúscula:

a A (á)
b B (bê)
c C (cê)
d D (dê)
e E (é)
f F (efe)
g G (gê ou guê)
h H (agá)
i I (i)
j J (jota)
k K (capa ou cá)
l L (ele)
m M (eme)
n N (ene)
o O (ó)
p P (pê)
q Q (quê)
r R (erre)
s S (esse)
t T (tê)
u U (u)
v V (vê)
w W (dáblio)
x X (xis)
y Y (ípsilon)
z Z (zê)



Observações:

1. Além destas letras, usam-se o ç (cê cedilhado) e os seguintes dígrafos: rr (erre duplo)ss (esse duplo)ch (cê-agá)lh (ele-agá)nh (ene-agá)gu (guê-u) e qu (quê-u).
2. Os nomes das letras acima sugeridos não excluem outras formas de as designar.

As letras k,w e y são utilizadas nos seguintes casos:

a) Nomes próprios estrangeiros e seus derivados: Franklin, Byron, byroniano, Wagner, Kuwait, etc.

b) Abreviaturas e símbolos internacionais: K (potássio), Kg(quilograma), km (quilômetro), kW (kilowatt), etc.

c) Palavras estrangeiras de uso internacional: ketchup, know-how, show.


Reconhecimento de tipos e gêneros textuais


Narração

Narrar é contar um fato, seja ele real ou fictício. Tipicamente, em uma narração os verbos estão no passado.

Descrição

Descrever consiste em apresentar as características de alguma coisa. Tipicamente, em uma descrição, vamos encontrar muitos adjetivos. Um exemplo de descrição são os anúncios de venda que encontramos em um jornal.

Dissertação

Dissertar é explicar, falar sobre um assunto. Ela pode ser de dois tipos:

a)Dissertação-Exposição

O saber apresentado já foi construído. Assim, a dissertação busca expor as ideias sobre um determinado assunto.

b)Dissertação-Argumentação

Nessa modalidade a dissertação apresenta o ponto de vista do autor sobre um determinado tema.

Injuntivo ou Instrucional

São textos que contêm instruções. Exemplos típicos são manuais e receitas. Tipicamente, os verbos estão no modo imperativo.

Questões de Concursos

Ouro em FIOS

​A natureza é capaz de produzir materiais preciosos, como o ouro e o cobre — condutor de ENERGIA ELÉTRICA.  O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para  isso. Enquanto cientistas e governos buscam novas fontes de energia sustentáveis, faça sua parte aqui no TJDFT:

— Desligue as luzes nos ambientes onde é possível usar a iluminação natural.
— Feche as janelas ao ligar o ar-condicionado.
— Sempre desligue os aparelhos elétricos ao sair do ambiente.
— Utilize o computador no modo espera.

Fique ligado! Evite desperdícios. Energia elétrica. A natureza cobra o preço do desperdício.

(TJDFJ/2015) Há no texto elementos característicos das tipologias expositiva e injuntiva.

Comentários:

​Uma das técnicas que eu utilizo para acertar estas questões é ir por eliminação. A primeira pergunta que eu faço é: esse texto é uma narração? Ou seja, conta um fato e os verbos estão no passado.

A resposta é não!

Depois, eu pergunto o seguinte: Esse texto é instrucional ? Ou seja, contém instruções, tem verbos no imperativo.

A resposta é: Sim! Note os trechos: “Desligue as luzes”, “Feche as janelas”. O texto também é dissertação-expostiva.Note que o autor aborda (expõe, reproduz) conhecimentos sobre a capacidade da natureze produzir materiais preciosos. Portanto item correto.

Escritos sobre História

A mais ínfima felicidade, quando está sempre presente e nos torna felizes, é incomparavelmente superior à maior de todas, que só se produz de maneira episódica, como uma espécie de capricho, como uma inspiração insensata, em meio a uma vida que é dor, avidez e privação. Tanto na menor como na maior felicidade, porém, há sempre algo que faz que a felicidade seja uma felicidade: a faculdade de esquecer, ou melhor, em palavras mais eruditas, a faculdade de sentir as coisas, durante todo o tempo que dura a felicidade, fora de qualquer perspectiva histórica. Aquele que não sabe instalar-se no limiar do instante, esquecendo todo o passado, aquele que não sabe, como uma deusa da vitória, colocar-se de pé uma vez sequer, sem medo e sem vertigem, este não saberá jamais o que é a felicidade, e o que é ainda pior: ele jamais estará em condições de tornar os outros felizes. É possível viver, e mesmo viver feliz, quase sem lembrança, como o demonstra o animal; mas é absolutamente impossível ser feliz sem esquecimento. (F. W. Nietzsche. II Consideração intempestiva sobre a utilidade e os inconvenientes da história para a vida. In: Escritos sobre história. São Paulo: Loyola, 2005. p. 72-3, com adaptações).

(CESPE/TCU/2011) O texto caracteriza-se como predominantemente dissertativo-argumentativo, e o autor utiliza recursos discursivos diversos para construir sua argumentação, como, por exemplo, linguagem figurada e repetições

​Comentários:

A primeira pergunta que eu faço é: Esse texto é uma narração? Ou seja, conta um fato e os verbos estão no passado.

A resposta é não!

Esse texto é instrucional ? Ou seja, contém instruções, tem verbos no imperativo.

De novo a resposta é: Não!

Ora, provavelmente estamos diante de uma dissertação. Agora vamos, ver se ele é expositiva ou argumentativa.

Note que  autor coloca no texto sua opinião sobre a felicidade. Assim, temos uma dissertação-argumentativa. Sendo a felicidade um substantivo abstrato é natural que o texto use uma linguagem figurada (não é usado sentido real) para tratar do tema. A repetição mais clara no texto é da palavra felicidade. Item correto.

Da memória e da reminiscência

A fenomenologia da memória aqui proposta estrutura-se em torno de duas perguntas: De que há lembrança? De quem é a memória? Essas duas perguntas são formuladas dentro do espírito da fenomenologia husserliana. Privilegiou-se, nessa herança, a indagação colocada sob o adágio bem conhecido segundo o qual toda consciência é consciência de alguma coisa. Essa abordagem “objetal” levanta um problema específico no plano da memória. Não seria ela fundamentalmente reflexiva, como nos inclina a pensar a prevalência da forma pronominal: lembrar-se de alguma coisa é, de imediato, lembrar-se de si? Entretanto, insistimos em colocar a pergunta “o quê?” antes da pergunta “quem?”, a despeito da tradição filosófica, cuja tendência foi fazer prevalecer o lado egológico da experiência mnemônica. A primazia concedida por muito tempo à questão “quem?” teve o efeito negativo de conduzir a análise dos fenômenos mnemônicos a um impasse, uma vez que foi necessário levar em conta a noção de memória coletiva. Se nos apressarmos a dizer que o sujeito da memória é o eu, na primeira pessoa do singular, a noção de memória coletiva poderá apenas desempenhar o papel analógico, ou até mesmo de corpo estranho na fenomenologia da memória. Se não quisermos nos deixar confinar numa aporia inútil, será preciso manter em suspenso a questão da atribuição a alguém e, portanto, a todas as pessoas gramaticais do ato de lembrar-se, e começar pela pergunta “o quê?”. (Paul Ricouer. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Editora da Unicamp, 2007, p. 23, com adaptações)

(CESPE/Analista de Correios/Letras/2011) No texto, que se caracteriza como expositivo-argumentativo, identificam-se a combinação de vocabulário abstrato com metáforas e o emprego de estruturas sintáticas repetidas.

Comentários:

Uma das técnicas que eu utilizo para acertar estas questões é ir por eliminação. A primeira pergunta que eu faço é: esse texto é uma narração ? Ou seja, conta um fato e os verbos estão no passado. A resposta é não! Depois pergunto o seguinte: esse texto é instrucional ? Ou seja, contém instruções, tem verbos no imperativo. De novo a resposta é: Não! Ora, só podemos estar diante de um texto dissertação. Agora vamos, ver se ele é expositiva ou argumentativa. Note que além de expor um conhecimento, o autor faz diversas indagações. Veja que o autor falarn em “fenomenologia husserliana”. Nesse momento ele está expondo um conhecimento que já existe. Contudo, o autor também discute o tema. Ou seja, ele não apenas expõe o cohecimento mas também coloca sua opinião. Logo, estamos de fato diante de um texto expositivo-argumentativo.

Também é verdade que encontramos estruturas sintáticas repetidas, por exemplo, as diversas perguntas ao longo do texto. Também temos frases inciando com “Se”: ” Se nos apressarmos a dizer….”; “Se não quisermos nos deixar”.

Por fim, uma  metáfora é uma figura de linguagem que produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas. Essa foi a parte mais difícil da questão. Confesso que tive que ler várias vezes o texto e se fosse na prova talvez deixasse essa alternativa em branco. Além do vocabulário do texto não ser trivial, não é fácil achar as metáforas.A metáfora mais clara, para mim, é o trecho: “até mesmo de corpo estranho na fenomenologia da memória”, ao falar da memória coletiva. Ora, a memória não é um corpo, o que está sendo usado aqui é um sentido figurado. Também na frase “o lado egológico da experiência mnemônica”, esse “lado egológico” também está sendo utilizado em sentido figurado.

A dificuldade da questão justifica-se, talvez, pelo fato de ser uma prova para o pessoal de letras. Contudo, conhecendo o CESPE poderia aparecer quem qualquer prova. Gabarito: Certo

Acentuação Gráfica

Proparoxítonos

Todas palavras proparoxítonas são acentuadas. Exemplos: África, Ângela, Pêssego, Lâmpada, Metafísica

Oxítonos

Todas palavras oxítonas terminadas em: a, e, o (seguidas ou não de s), em, ens. Exemplos: maracujá, sofá, café, paletó, armazém, vinténs, parabéns.

Paroxítonas

Todas palavras paroxítonas são acentuadas EXCETO as terminadas em: a, e, o (seguidas ou não de s), em, ens. Exemplos: Júri, órfã, médium, elétron, bíceps, mártir, tórax, hífen, fácil.

Crase

Conceito

A crase é  junção de duas vogais idênticas a + a. Embora idênticas, essas vogais pertencem a categorias gramaticais diferentes. A primeira vogal a é preposição e a segunda pode ser:

a) O artigo feminino a(s);
b) O pronome demonstrativo a(s);
c) O “a” inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo;
d) O “a” dos pronomes relativos a qual e as quais.

Para indicar a crase utilizamos o acento grave (à). Tudo muito lindo até agora, mas quase nada disso será muito útil na prova. Então, vejamos as regras de utilização da crase.

Regra Geral 

Haverá crase quando termo antecedente exigir a preposição a e o consequente aceitar o artigo a. Novamente, grande coisa! Isso também não ajuda em muita coisa. Mas agora vou te passar o bizu! É o seguinte:

Coloque um termo masculino no lugar do termo feminino. Se surgir a forma ao, ocorrerá crase antes do termo feminino.

Essa é regra de ouro e que pode te salvar em 99,9% dos casos.

Exemplos:

Eu me referi à diretora. Tem crase, porque eu digo: Eu me referi ao diretor.
Fui à cidade. Tem crase, porque eu digo Fui ao bairro.

Note que se  não surgir   “ao” é porque não existe o artigo a antes da palavra feminina e assim não utilizamos crase. Vejamos alguns exemplos:

Eu conheço a diretora. Não tem crase, pois eu digo: Eu conheço o diretor
Eu me refiro a ela. Não tem crase, pois eu digo: Eu me refiro a ele

Diante de nomes de lugares

No caso de nomes de lugares use a seguinte regra prática:

Se venho da crase há, se venho de case pra quê?

Venho da Itália => Vou à Itália (com crase)
Venho de Roma => Vou a Roma (sem crase)
Venho da Argentina => Vou à Argentina (com crase)
Venho de Curitiba => Vou a Curitiba (sem crase)

CUIDADO! Não decore os nome das cidades, pois pode levar a erro. Se o nome do lugar não admitir artigo feminino e vier especificada, passará a aceitá-lo e haverá crase.

Venho de Roma => Vou a Roma
Venho da Roma Antiga => Vou à Roma Antiga

Ou seja, o bizu é usar o mantra: Se venho dá crase há, se venho de case para quê?

Diante da Palavra Casa e Terra

Casa com sentido de lar (moradia)  e Terra no sentido de chão firme não admitem crase.

Exemplos:

– Voltamos a casa
– Os marinheiros desceram a terra.

Cuidado! Se vierem especificadas passam a admitir artigo e poderá haver crase se o termo regente exigir preposição.

Voltamos à casa dos amigos
Os marinheiros desceram à terra dos anões

Expressões com palavras femininas

Existem casos que ocorrendo ou não a crase (fusão da preposição e do artigo) sempre utilizamos o sinal gráfico (`) em algumas expressões femininas.

Decore: à tarde, à noite, à vontade, à procura, às pressas, às escondidas, à moda de, à medida que, à proporção que, à exceção de, à beira de, às claras, à míngua, à direita, à esquerda, à mão, à mão armada, à beça, à vista, à custa de, à espera de, à altura de,à beira de, à espreita de, à frente de, à base de.

Exemplos:

Saímos à meia-noite

– Nesse caso, existe fusão de duas vogais a. Isso pode ser provado usando a regra geral. Substituindo pelo masculino temos: Saímos ao meio-dia

Vendi à vista

– Nesse caso, não existe fusão de duas vogais a. Substituindo pelo masculino temos: Vendi a prazo. Não é caso de crase, mas mesmo assim utilizamos o sinal gráfico. Por que o sinal deve ser usado? Note que em “vender a vista” (sem o acento grave), haveria ambiguidade. É o modo como a coisa foi vendida ou é a coisa (vista = panorama; vista=olho) que foi vendida?

Exceção: Expressões com palavras repetidas NÃO recebem crase. Exemplos: gota a gota, cara a cara, frente a frente, uma a uma

Pronomes relativos (a qual, quem, a cuja, que)

a) Para   “A qual e as quais”. Use nossa regra de ouro: trocar por masculino.

Exemplo: A cidade à qual iremos possui belas praias. Tem crase, pois dizemos: O país ao qual iremos possui belas praias

b) Quem e cuja: Não admitem artigo. Eu disse!!! Não admitem crase.

Esta é a mulher a quem obedeço
Este é autor a cuja obra me refiro

c) Que: Geralmente não admite crase. Pode admitir com os pronomes a e as (=aquele, aquelas). De novo, use a regra de ouro! Troca por masculino

Esta é a faculdade a que aspiro (Este é o curso a que aspiro)
Esta é a cidade a que iremos (Este é o bairro a que iremos)
Sua caneta era igual à que comprei (Seu lápis era igual ao que comprei)

Aposto que até amanhã você não faz confusão entre essas regras dos pronomes. E no dia da prova você vai lembrar? Então qual o bizu para o pronomes relativos? Decore assim!

É o seguinte: coloque um termo masculino no lugar do termo feminino. Se surgir a forma ao, ocorrerá crase antes do termo feminino.

Quem e cuja não admitem crase.  E o “resto” (que, qual, quais) uso a regra de ouro (trocar por masculino)

Crase nos pronomes demonstrativos

Haverá crase nos demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo quando o termo regente exigir a preposição

Precisa decorar essa ? Não! Novamente use a regra de ouro!

Assisti àquele filme. Tem crase, pois digo: Assisti ao filme
Aspiro àquela vaga. Tem crase, pois digo: Aspiro ao cargo

Crase facultativa

A Crase é facultativa em 3 casos: nome próprio feminino, antes de possessivo feminino, depois de até.

Ele fez referência a Maria ou Ele fez referência à Maria
Obedeço a minha irmã ou Obedeço à minha irmã
Fomos até a feira ou Fomos até à feira.

Nunca ocorre crase

a) Antes de masculino

Caminhava a passo lento.

Ora, essa é consequência da regra de ouro! Não precisa decorar.

b) Antes de verbo.

Estou disposto a falar.

Ora, verbo não admite artigo. Logo, a fusão nunca vai ocorrer

c) Antes de pronomes em geral.

Eu me referi a esta menina.
Eu falei a ela.

d) Antes de pronomes de tratamento.

Dirijo-me a Vossa Senhoria.

Observações:

1. Há três pronomes de tratamento que aceitam crase: senhora, senhorita e dona.

Dirijo-me à senhora.

e) Quando um a (sem o s de plural) vem antes de um nome plural.

Falei a pessoas estranhas.
Falei às pessoas estranhas.

Questões de Concursos

(VUNESP/2015) Assinale a alternativa em que o acento indicativo da crase está empregado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

a)  A mulher foi à feira comprar peixe.
b)  Eles sempre pedem ajuda à um amigo.
c)  À partir de amanhã, o almoço será servido ao meio-dia.
d)  Preparei à receita que fez tanto sucesso no seu aniversário.
e)  Eles vão pescar juntos, de sexta-feira à domingo.

Comentários:

a) Tem crase, pois eu digo: A mulher foi ao bar.
b) Ora, se antes do substantivo amigo existe um artigo infinido   “um  ” é porque não existe o artigo   “a  “. Logo, é impossível ocorrer a crase (a preposição + a artigo)
c) Não ocorre crase antes de verbos.
d) Não tem crase, pois eu digo:  Preparei o bolo (note que não apareceu   “ao  “)
e)  Domingo é masculino, portanão utilizamos crase.

(CESPE /CGE PI/201) No trecho “Chama-­lhe à minha vida uma casa” (l.4), é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase

Comentários:

A crase é facultativa em 3 casos: nome próprio feminino, antes de possessivo feminino, depois de até. Na questão, temos um pronome possesivo feminino (minha). Portanto, item correto.

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